O movimento islâmico palestino Hamas atacou Israel neste sábado, dia 7, “pelo ar, mar e terra” a partir da Faixa de Gaza e sequestrou soldados e civis, desencadeando bombardeios de retaliação em uma escalada que já deixou mais de 300 mortos – 70 deles em território israelense.
O exército indicou na noite de sábado que estava em combate em “22 lugares” do território israelense com “centenas de infiltrados” que haviam entrado no país.
“Estamos em guerra”, declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ao ordenar “uma ampla mobilização” de reservistas.
“O inimigo pagará um preço sem precedentes”, prometeu o líder em um vídeo, onde reconheceu que o Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde 2007, lançou “um ataque surpresa criminoso”.
O Ministério de Energia ordenou o corte no fornecimento de eletricidade para o empobrecido enclave de 362 km², onde vivem 2,3 milhões de palestinos submetidos a um rigoroso bloqueio israelense desde 2007.
Escalada do conflito
A escalada do conflito deixou pelo menos 70 mortos e “centenas de feridos” do lado israelense, segundo o Magen David Adom (equivalente à Cruz Vermelha). Já em Gaza, pelo menos 232 pessoas morreram e cerca de 1.700 ficaram feridas, de acordo com o Ministério da Saúde do enclave.
Os soldados palestinos reivindicaram e divulgaram imagens do sequestro de vários israelenses, uma ação confirmada pelo porta-voz do exército israelense.
“Há soldados e civis sequestrados. Não posso dar números neste momento. É um crime de guerra cometido pelo Hamas e eles pagarão as consequências”, declarou Daniel Hagari.
O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, proclamou na televisão Al Aqsa, dirigida pelo grupo armado, que vislumbrava uma “grande vitória”.
Esta guerra, a sexta entre Israel e Gaza nos últimos 15 anos, colocou a comunidade internacional em alerta.