Adolescente atacado com estilete dentro de escola em Quixadá, no Ceará, morre após seis dias internado

Morreu o adolescente de 16 anos que havia sido atacado com golpes de estilete dentro de uma escola estadual em Quixadá, no Sertão Central do Ceará. A vítima, identificada como Charleandro Silva, estava internada em estado gravíssimo desde o último dia 13 de maio e teve a morte cerebral confirmada após dias de agravamento clínico. A informação foi confirmada na manhã desta terça-feira (19).

O caso ganhou repercussão após a violência acontecer dentro da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Coronel Virgílio Távora, localizada no Centro do município.

Charleandro estava internado no Hospital Regional do Sertão Central, em Quixeramobim, para onde foi levado logo após o ataque.

Estudante estava internado desde o ataque em escola

O adolescente foi ferido durante uma discussão dentro da unidade escolar. Segundo as apurações, ele sofreu golpes de estilete na região do pescoço e precisou ser socorrido em estado grave.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizaram os primeiros atendimentos e encaminharam o estudante ao hospital regional.

Nos dias seguintes, familiares e moradores acompanharam com preocupação a evolução do estado de saúde do jovem, que permaneceu internado em situação considerada gravíssima até a confirmação da morte nesta terça-feira.

Discussão dentro da sala terminou em agressão

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), o ataque ocorreu após um conflito envolvendo estudantes dentro da escola. A principal linha investigativa aponta que a agressão teria relação com situações de bullying registradas no ambiente escolar.

O suspeito do ataque é um adolescente de 15 anos, apreendido logo após a ocorrência por equipes policiais acionadas à unidade de ensino.

A Delegacia de Polícia Civil de Quixadá segue responsável pelas investigações e realiza diligências para esclarecer completamente as circunstâncias do caso.

Caso provocou comoção em Quixadá

A morte de Charleandro gerou repercussão entre estudantes, professores, familiares e moradores do Sertão Central.

A repercussão também mobilizou autoridades estaduais e equipes de apoio psicológico para atendimento à comunidade escolar.

Escola suspendeu aulas após o episódio

Após o ataque, a Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) determinou a suspensão temporária das aulas presenciais na Escola Coronel Virgílio Távora. Durante os dias seguintes ao episódio, a unidade escolar funcionou apenas para atividades administrativas internas.

Segundo a Seduc, a medida teve como objetivo permitir acolhimento emocional a estudantes, familiares e profissionais impactados pela violência. A pasta informou ainda que a escola passou a contar com acompanhamento de assistentes sociais e suporte especializado.

Polícia e equipes escolares iniciaram ações de prevenção

Além da investigação criminal, órgãos estaduais passaram a atuar em ações preventivas dentro da escola.

A Patrulha de Segurança Escolar da Polícia Militar do Ceará iniciou acompanhamento na unidade com visitas, reuniões e palestras educativas voltadas à prevenção da violência e promoção da cultura de paz.

Já a Polícia Civil, por meio do Núcleo de Proteção ao Estudante (Nupre), vinculado ao Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis (DPGV), anunciou ações educativas direcionadas aos alunos.

(GC +)

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