Copa do Mundo 2026: jornalista brasileiro revela clima e preparativos do Canadá, estreante como sede

 BC Place, em Vancouver, vai receber jogos da Copa do Mundo de 2026.
Foto: Mario Hagen/Shutterstock

Copa do Mundo da Fifa será realizada pela primeira vez em três países. Estados Unidos e México, que já receberam outras edições da competição, e o estreante Canadá. A nação vai estrear como sede no maior evento do futebol em 2026 e ninguém melhor do que um jornalista apaixonado pela modalidade para falar sobre o clima e as mudanças no lugar. O paulista-cearense Fábio Pizzato, que tem longa experiência com transmissões e coberturas esportivas, reside por lá desde 2019.

TRANSFORMAÇÕES NO CANADÁ

“Tem sido estranho acompanhar as transformações no país para acompanhar a Copa. Nós somos de uma cultura que respira futebol e Copa do Mundo. Não tem comoção nacional, mas tem muita coisa sendo feita. Por exemplo, são duas sedes: Toronto e Vancouver. O estádio de Toronto ganhou arquibancadas provisórias, atrás dos dois gols, que vão comportar quase 20 mil pessoas a mais na capacidade do estádio”, afirmou.

“O canadense não é tão ligado em futebol. A seleção deles vai para a terceira Copa do Mundo. Dessa vez, é sede. Participou da última porque venceu as Eliminatórias. E a outra foi há 40 anos. Não tem tradição, então não tem mobilização. As transformações são poucas”, completou  o profissional que mora em London, cidade a duas horas de Toronto, capital daquele país.

 

Legenda: Pizzato durante cobertura para a Nossa Rádio USA.
Foto: Arquivo Pessoal

 

CANADENSES E O FUTEBOL

“Tem aumentado principalmente pela boa campanha do Canadá para a Copa do Catar. Também por alguns jogadores se destacarem internacionalmente, como o Alphonso Davies. Ele é o maior nome dessa geração da seleção e de todos os tempos. Alguns outros jogadores também se destacam em clubes médios e grandes da Europa. E isso traz mais mídia e torcida. E o Canadá é um país de imigrantes. Então essa relação do imigrante com o futebol é maior do que a do canadense. São indianos, colombianos, argentinos, brasileiros, portugueses, italianos… São nações apaixonadas por futebol”, detalhou Pizzato.

“Na década de 80, os jogadores que representaram o Canadá tinham outras profissões. Eles trabalhavam e depois iam treinar. Não tinham um gol em Mundial. Ele saiu com Davies, no Catar. É uma realidade muito diferente da nossa (Brasil). Mas são fortes no baseball, nos esportes de inverno, basquete, mas o hóquei é o principal. Eles são muito apaixonados pelas coisas deles. Mas como é um país de imigrantes, naturalmente as coisas vão se misturando. São jeitos diferentes de ver e torcer”, complementou.

BRASILEIROS NA TORCIDA

“A comunidade brasileira está super ansiosa para a Copa e tem se movimentado. Todos estão tentando ir aos jogos, mas os ingressos estão caros. Então estamos nos organizando com comidinhas brasileiras, telão… Na estreia do Brasil vai ter samba, sertanejo, coxinha e torcida. Vira e mexe tem uma banda brasileira de samba aqui, que faz sucesso. E eles arrastam uma galera. A comunidade brasileira vai se reunir, vai se encontrar para acompanhar a seleção da melhor forma que a gente sabe fazer”, afirmou.

 

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Legenda: Fábio Pizzato durante apresentação do Globo Esporte, no Ceará.
Foto: Arquivo Pessoal

 

O OLHAR DO JORNALISTA

É óbvio que, com 26 anos de carreira na Comunicação, Fábio Pizzato não vai ficar só na torcida. O jornalista trabalha na Nossa Rádio USA, rádio da comunidade brasileira na América. O profissional também vai atuar durante o Mundial por outras emissoras e empresas no Brasil. Além do resultado em campo, vai mostrar curiosidades e muita informação para o público brasileiro. E ele tem experiência nisso! Pizzato relembra o primeiro Mundial que cobriu.

“A primeira foi em 2014, quando eu era produtor executivo no Globo Esporte, da TV Verdes Mares (afiliada Globo). Recebi o convite da Globo para participar da cobertura. Então, foi uma grande equipe da Verdes Mares na cobertura da Copa. Eu me dividi entre produção de conteúdo para a Verdes Mares e para a TV Globo. Foi bem legal. Não terminou como a gente gostaria, com o 7 a 1 da Alemanha. Mas, profissionalmente, foi um marco na minha carreira que fez a diferença nacionalmente, para a minha profissão, para o meu nome”, destacou.

 

Legenda: Fábio Pizzato ao lado de Pedro Bassan, na TV Globo.
Foto: Arquivo Pessoal

 

No início da carreira, passou por Bandeirantes e Record de São Paulo. Em seguida, já no estado do Ceará, teve rápida atuação na TV Jangadeiro até chegar a TV Verdes Mares. Foram quase 13 anos na emissora onde passou por diversas funções: repórter, apresentador e chefe do setor.*

“É um projeto de carreira que eu tenho muito orgulho, principalmente no Ceará. Eu me considero cearense, meu filho é cearense. Só tenho boas lembranças dos meus trabalhos no estado. Em 2005, lancei na Unifor (Universidade de Fortaleza) um curso de extensão em Jornalismo Esportivo em 2005, o primeiro do estado. Foi muito bom. Nessa primeira edição, estavam feras como Bruno Formiga, Mário Kempes, Diego Morais… Gente que está no mercado, jornalistas que têm história, carreiras bem encaminhadas. Depois, fiz outras edições de outros tipos: transmissão esportiva, de rádio, de tv, e aí vieram outros nomes, como Marcos Montenegro, Lucas Catrib, Juliano de Medeiros… “ completou.

 

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Legenda: Turma de um dos cursos de Jornalismo Esportivo ofertado por Fábio Pizzato.
Foto: Arquivo Pessoal

 

LAÇOS COM A TERRINHA

“Tenho enorme identificação com o povo cearense. Aprendi muito na minha vida. E isso interfere no meu jeito de me comunicar. Talvez com mais leveza, em determinados momentos a cearensidade aflora e consigo me comunicar de forma mais gaiata, mais leve. Eu me orgulho disso. É uma paixão que tenho pelo povo cearense”, finaliz o paulista de nascimento e cearense de coração.

Dois estádios do Canadá vão receber jogos do Mundial de 2026: BC Place em Vancouver e o BMO Field em Toronto. Em 2026, a disputa terá a participação de 48 seleções pela primeira vez. O torneio tem início no dia 13 de junho.

(JOGADA DN)

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