O céu, o canto dos animais, o comportamento das plantas e até o trabalho das formigas voltaram a ser observados com atenção neste sábado, 10, durante o 30º Encontro dos Profetas da Chuva, realizado no Instituto Federal do Ceará (IFCE), campus Quixadá;
A edição histórica reuniu profetas, agricultores, estudiosos e visitantes de diferentes regiões do Nordeste para compartilhar previsões sobre a quadra chuvosa de 2026 e celebrar uma tradição que atravessa gerações no Sertão.
A avaliação predominante entre os profetas aponta para um “inverno de fraco a intermediário”, com tendência maior para o intermediário. Mesmo entre os mais pessimistas, há um consenso: as chuvas mais significativas devem se concentrar nos meses de março, abril e maio.
Leituras da natureza indicam cautela para 2026
Já Jocerlan Guedes, 56, radialista e profeta da chuva de Bom Jesus, no Alto Sertão da Paraíba, apresentou uma leitura um pouco mais otimista.
“Nós temos uma previsão esse ano de um inverno que começa mesmo para valer em março. Março, abril, maio, vamos ter muita chuva. Mas é um inverno regular, é um inverno que vai ter colheita”, afirmou. Para ele, os sinais indicam recuperação dos mananciais, diferente do cenário atípico vivido no ano passado em parte da Paraíba.



