O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), admitiu que pode deixar o cargo no MEC para ajudar nas campanhas de reeleição de Lula (PT) e do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), neste ano. Ele pontuou, no entanto, que a desincompatibilização não será para concorrer a cargo algum; como senador eleito, Camilo ainda está no meio do mandato de oito anos.
“Vamos discutir com o presidente, até porque eu devo toda a minha gratidão e a minha honra de estar aqui nesse cargo, fruto do convite do presidente Lula. Para deixar muito claro, qualquer saída minha do ministério será para me dedicar à reeleição do governador Elmano e a reeleição do presidente Lula”, afirmou em entrevista na manhã desta segunda-feira, 19, durante café com jornalistas, em Brasília.
O ex-governador disse que o Ceará e o Brasil precisam “continuar avançando”, evitando o que classificou como “retrocessos”. “Vou me dedicar muito para que não haja retrocesso no Ceará, nem retrocesso no Brasil, vamos trabalhar muito para a reeleição do presidente Lula”, explicou.
Santana lembrou da relação ruim que teve com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando ainda era governador do Ceará, e falou do retorno ao posto de senador pelo Estado.
“Fui governador e sei como fui tratado no governo do passado. Então, é esse trabalho que eu vou fazer a nível do meu Estado, que eu represento como senador da República. Tenho o mandato e poderei voltar para o mandato, para me dedicar, porque você sabe que no papel de ministro tinha no Brasil inteiro, e a gente fica ausente do nosso Estado”, argumentou.



