Governo do Ceará dá posse a 750 novos investigadores da Polícia Civil, que iniciam curso de formação

Aprovada em primeiro lugar no concurso da Polícia Civil do Estado do Ceará, Maria de Lourdes da Silva, 29, escolheu como missão de vida proteger o Ceará. Ela faz parte da turma de 750 novos oficiais investigadores empossados pelo Governo do Estado, nesta sexta-feira (29), no Centro de Eventos, em Fortaleza. A solenidade, que também marcou o início do curso de formação, foi conduzida pelo governador Elmano de Freitas. Também estavam presentes autoridades da cúpula da Segurança Pública e o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado Romeu Aldigueri.

Natural de Lima Campos, no interior do Maranhão, Maria de Lourdes decidiu se mudar para Paraipaba, no Ceará, em 2024, iniciando a preparação para o concurso da Polícia Civil, que foi realizado em 2025 e registrou mais de 31 mil inscritos.

“Minha família é muito simples, meus pais são agricultores. Foi uma trajetória muito difícil até aqui, estudei Direito em três turnos, mas nunca desisti. Todo o esforço da minha conquista será agora aplicado ao meu trabalho”, enfatizou Maria.

O certame, que inicialmente previa 500 vagas para OIP, resultou no maior chamamento de oficiais investigadores da Polícia Civil do Ceará, com a decisão do Governo do Ceará de convocar 750 agentes.

“Pela primeira vez na história do Ceará, a Polícia Civil terá mais de 5 mil homens e mulheres. Eu decidi convocar 750 oficiais investigadores porque o povo cearense precisa desses novos agentes. Tenho a máxima confiança de que todos vão honrar o orgulho que familiares e cearenses têm de cada um”, afirmou o governador Elmano de Freitas.

O sonho de criança do cearense Kevin Costa, de 26 anos, egresso do Liceu de Messejana, também se tornou uma conquista, um compromisso firmado para proteger a cearense.

“Era o sonho do meu pai ser policial. Ele sempre me ensinou o caminho da honestidade, então corri atrás desse sonho por nós. Prometi a mim mesmo que caso obtivesse êxito, eu honraria essa profissão, protegendo a sociedade cearense da melhor forma possível”, disse Kevin, em tom emocionado.

De 2023 até o momento, a Polícia Civil teve incremento de 1.272 novos profissionais, com quase 100 delegados e 750 oficiais investigadores em formação e mais 428 oficiais investigadores na ativa. Além disso, a gestão ultrapassa a marca de 5,7 mil profissionais nomeados e em formação para as Forças de Segurança do Estado.

O delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Gutiérrez, afirmou que o reforço contribui para ampliar a investigação qualificada e o combate ao crime organizado, um dos grandes eixos de atuação da instituição.

“O novo efetivo impacta na nossa maior capacidade de realizar investigação, operações e ações de inteligência. Isso resulta em índices em queda, mais prisões, compondo a estratégia de enfrentamento ao crime organizado. Também queremos reforçar as delegacias do Interior e o enfrentamento aos crimes contra a mulher e vulneráveis”, detalhou.

“O governador entendeu e determinou a reestruturação de todas as Forças de Segurança, com investimento de mais de R$ 20 milhões por ano. Isso fortaleceu a nossa gestão por resultados, com o nosso Sistema de Metas, premiando servidores. Nosso Sistema de Metas foi o terceiro colocado no Prêmio Brasil de Gestão Pública, na semana passada”, acrescentou o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá.

Formação

O curso de formação de oficiais investigadores da PCCE é o maior já realizado pela Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp). De acordo com o diretor-adjunto da Aesp, Ciro Lacerda, a formação tem duração de quatro meses e meio, entre atividades presenciais e ensino a distância, totalizando 686 horas-aula. “Nós viajamos por todos os estados, fizemos um estudo e, a partir disso, montamos uma matriz que atenda aos anseios da sociedade cearense”, explicou.

Os novos agentes receberão capacitação teórica e prática em áreas essenciais para a atividade policial, como investigação criminal, inteligência e contrainteligência policial, inteligência artificial aplicada à polícia judiciária, entrevista investigativa, investigação de homicídios, feminicídios, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, além de disciplinas operacionais como técnicas policiais, armamento e tiro, defesa pessoal, gerenciamento de crises e atendimento pré-hospitalar tático.

A formação também contempla conteúdos voltados à ética, direitos humanos, cidadania, atendimento a grupos vulnerabilizados, saúde e qualidade de vida do servidor, alinhando a preparação técnica aos princípios da segurança pública cidadã.

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